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Publicado em 02/04/2008 Olhar observador![]()
Observar a agitação das grandes cidades é um dos passatempos preferidos de DaviTexto e fotos: Jorge Carvalho Desde criança Davi Varella sempre foi muito observador e foi assim que surgiu a vontade de se tornar caminhoneiro. Observar tudo é um hábito que mantém até hoje quando viaja a trabalho. Davi comenta que se admira ao ver como os habitantes das grandes cidades estão sempre apressados e como perdem ao deixar de perceber muitas coisas. O catarinense de Santa Cecília, trabalha como caminhoneiro há dois anos. Antes disso, trabalhava em uma madeireira que plantava pinus para serem utilizados na indústria moveleira. “Operava as máquinas usadas para carregar os caminhões que transportavam madeira para outros Estados”, diz completando que por cinco anos trabalhou com isso, mas desde criança admirava a profissão de caminhoneiro e sonhava em lidar com o transporte de cargas. Tudo começou quando tinha cerca de sete anos e foi à cidade de Aparecida, no Estado de São Paulo, com os avós. “Minha avó sempre foi muito religiosa e devota de Nossa Senhora. Depois daquela primeira viagem passei a ir sempre com eles à Aparecida. Além do passeio, gostava de apreciar o vai-e-vem de caminhões na estrada.” A imaginação do garoto ia longe e ele ficava sonhando com o dia em que também seria caminhoneiro. “Era muito pequeno, mas já sabia o que queria. Hoje, posso dizer que realizei meu sonho de menino.” ![]()
Apesar de gostar do trabalho que realizava na madeireira, o pensamento estava na estrada. Não deu outra. Deixou o emprego e foi realizar seu desejo, mas continua lidando com madeira. No caminhão Mercedes-Benz 1618, ano 89, transporta a matéria-prima, principalmente, para São Paulo. Antes de encarar uma viagem para outro Estado, ele decidiu trabalhar com entregas dentro da cidade. “Quis conhecer e dominar bem o caminhão antes de pegar a estrada para lugares afastados. Em poucas semanas já me considerava em condições de viajar.” Para Davi, ser caminhoneiro é muito mais que uma profissão. É uma forma de conhecer pessoas diferentes e lugares novos a cada viagem. “Além de ser meu trabalho, encaro a vida na estrada como, a cada viagem, uma nova aventura. Não sei o quê me espera em cada compromisso. É muito bom não ter uma rotina para seguir.” O catarinense gosta de viajar para grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro para ver os diferentes hábitos dos moradores dessas metrópolis. “Não me incomodo com os engarrafamentos, com poluição e nem com a fama de violência que estas cidades têm. Gosto mesmo é de observar como as pessoas são agitadas e como correm o tempo todo.” Leia mais
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