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Publicado em 16/01/2008

O melhor do Brasil

Curitibano vence concurso que escolheu o melhor caminhoneiro de 2007

Jorge Carvalho

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Com o caminhão Mercedes-Benz bitrem graneleiro ano 99

Tudo bem que já estamos em 2008. Mas, até a próxima edição do concurso que irá escolher quem é o melhor caminhoneiro do Brasil, o título é do paranaense Alessandro Mileski. Ele derrotou outros 23 concorrentes na final da competição que aconteceu no Autódromo de Interlagos, em dezembro último. Além do título de melhor caminhoneiro do País, ele levou como prêmio um caminhão zero quilômetro Iveco Stralis avaliado em R$250 mil.

A história deste caminhoneiro começou há mais de duas décadas quando ele tinha apenas 16 anos. Seu pai, Falício Mileski, tinha uma pequena distribuidora de bebidas, na cidade de Reserva, na região Centro-Sul do Paraná, onde a família mora até hoje. “Eu ia para o pátio manobrar os caminhões que faziam as entregas. Me divertia muito com aquilo. Foi dali que surgiu minha vontade de lidar com o transporte de cargas”.

Aos 18 anos tirou a habilitação para poder entregar os pedidos. Apesar de na época ser muito jovem, Alessandro afirma não ter ficado apreensivo com sua primeira viagem para fora do seu Estado. “Fui para Ourinhos, no interior de São Paulo, buscar um carregamento de cachaça. Pegar uma estrada interestadual era algo totalmente novo para mim, mas levei tudo com a maior naturalidade. Sou uma pessoa muito calma”.

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Alessandro Mileski comemora em frente ao seu novo Iveco Stralis

Aliás, ele afirma que foi esta calma que o ajudou a conquistar o título e o caminhão novo. “Me mantive calmo em todos os processos, até na avaliação oral e na disputa prática, mesmo com toda a chuva que caía em São Paulo”. Para quem não está lembrado, no dia da final caiu um tremendo temporal na cidade, tanto que a organização decidiu cancelar a última prova.

Hoje a família não tem mais a pequena empresa. Ele e o pai decidiram trabalhar com o transporte de carga. Compraram um caminhão Mercedes-Benz, ano 99, bitrem graneleiro e se revezam no transporte de eucalipto reflorestado para a fabricação de paletes. Também costumam levar açúcar e grãos ao Porto de Paranaguá e voltam para a cidade com o caminhão carregado de adubo.

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Transporte de eucalipto reflorestado, grãos e adubos

De volta ao concurso. Para chegar à grande final os competidores tiveram que passar por uma série de avaliações. Na primeira responderam, no menor tempo possível, dez questões sobre mecânica, meio ambiente, primeiros socorros e legislação de trânsito. Os pré-classificados tiveram que passar por outras duas provas (uma escrita e outra oral) sobre os mesmo temas. As provas práticas foram realizadas no Autódromo de Interlagos. Nesta última fase tiveram que realizar provas como trocar as marchas do caminhão em subidas sem usar a embreagem; trafegar no menor tempo pela pista obedecendo à sinalização sem cometer infrações, além de simular uma entrega em um local desconhecido obedecendo às normas do regulamento.

Se o regulamento permitir, Alessandro estará na próxima edição do concurso. “Ainda não sei se poderei participar. O regulamento pode mudar e aí ficarei de fora. Mas, se for possível irei outra vez”. Para aqueles que pretendem encarar a disputa deste ano, Alessandro avisa que é preciso estudar muito para ter um bom desempenho. Ele diz que pesquisou o conteúdo das provas no site da organização e estudou muito, principalmente, a parte de mecânica. “As perguntas eram extremamente técnicas e não apenas sobre mecânica básica. Eu estudei muito e fui preparado para fazer o melhor possível”.

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