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Estrada é encontro de amigos e do amor

Festa de Caminhoneiros foi palco do encontro entre Valdomiro e Priscila

O gaúcho Valdomiro Elias de Oliveira viaja pelas estradas do País, há 12 anos. Nascido em Porto Alegre, desde menino tinha verdadeira paixão por caminhões. Não só os de brinquedo, os que circulavam pelas estradas também chamavam a atenção. Tinha, lá no fundo do coração de criança, o desejo de um dia ter o seu próprio caminhão e cortar as estradas de Norte a Sul.

Quando estava com idade para trabalhar foi ser frentista em um posto de gasolina da cidade. Embora tenha ficado por quatro anos no posto, o sonho de ser caminhoneiro continuava vivo. “Não sei se é vocação ou hereditariedade, mas o fato é que sempre quis seguir a mesma profissão de meu pai. E o engraçado é que nem cheguei a conhecê-lo; ele faleceu pouco antes de eu nascer. Acho que está no sangue mesmo...”

Valdomiro tem hoje um Scania, modelo 111, ano 81, e afirma que o caminhão é ótimo para o transporte de cargas. “Estou plenamente satisfeito. Se tivesse que trocar seria por outro da mesma marca, porém mais novo, é claro”. Apesar dos prós e contras da profissão, ele se declara satisfeito com a escolha. Do lado favorável ele relata que fez muitas amizades em pouco mais de duas décadas de atividade. “Ainda não rodei todos os Estados, mas conheci pessoas de várias regiões do Brasil. Em cada parada existe sempre um amigo para conversar e fazer companhia quando viajo sozinho”.

Viajar sozinho, hoje, é praticamente impossível. Isso por que, Valdomiro freqüentemente está muito bem acompanhado da namorada Priscila Alves. Os dois se conheceram na Festa de Caminhoneiro em Registro, interior de São Paulo, onde ela mora. “Posso dizer que foi amor à primeira vista. Gosto de estar com ele nas viagens para fazer companhia”, declara a moça. Assim, viajam juntos por todo País. Felizes, já falam até em casamento. “Estamos juntos há dois anos e meio e pretendemos oficializar nossa relação em breve”, afirma o caminhoneiro.

Valdomiro conta ainda que outros momentos animados na sua profissão são as paradas para as refeições. “Sempre existe um grupo de amigos que se reúne para cozinhar e dividir as despesas dos ingredientes. E olha que há muito caminhoneiro que poderia ser um grande chef de cozinha. Além das boas comidas, são nestes momentos que nos divertimos e conversamos animadamente”.

O lado que não é favorável; Valdomiro enumera os riscos da profissão como assaltos, condições das estradas, preço dos pedágios entre outros. Mas para ele, nada se compara a saudade que sente da filha de nove anos. “Eduarda é filha do meu primeiro casamento. Sinto muita falta dela quando estou viajando”, diz olhando para o topo da cabina do caminhão, onde está estampado o nome da filha e em voz baixa completa: “É uma forma de demonstrar o meu amor”.

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