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Paixão pela estrada
Com pouco tempo na estrada, caminhoneiro escuta os mais experientes para os perigos da profissão O jovem gaúcho Rodrigo Maciel já trabalha como caminhoneiro há quatro anos. No entanto, fez sua primeira viagem para fora de seu Estado no mês de junho. Ele chegou trazendo um carregamento de móveis de madeira do Rio Grande do Sul para a capital paulista. O rapaz já tinha vindo a São Paulo em outras ocasiões, mas a trabalho é a primeira vez. “É outra situação, e estou achando a experiência muito boa”. Antes de ser caminhoneiro ele foi auxiliar de escritório e diz que trocou de profissão por ter verdadeira paixão pela vida na estrada e para poder seguir os passos do pai. “Cresci dentro de um caminhão e nem lembro qual foi a primeira vez que acompanhei meu pai. Lembro que era muito bom quando toda a família viajava junta na época das férias”. Hoje, é proprietário de um caminhão 1113 Mercedes-Benz, ano 79, mas pensa em adquirir um veículo maior para realizar viagens mais longas e transportar um volume maior de carga. “Se eu pudesse adquirir um caminhão novo seria um VM 23 da Volvo” Mesmo seu veículo não sendo novo, ele afirma nunca ter passado por nenhum aperto na estrada. “Não importa se é velho ou novo, um problema mecânico na estrada é impossível de prever. O importante é manter a revisão em dia”.
Rodrigo afirma que trabalha há pouco tempo com transporte de carga e diz que não tem muitas histórias ainda para contar. “Como profissional é pouco tempo, mas espero um dia, ter muitas histórias para contar para meus filhos e netos, quando eu os tiver, é claro”, diz sorrindo. Mesmo assim, fica atento a todas as histórias que os colegas de estrada contam e sabe, por meio deles, dos riscos que um caminhoneiro pode ter. Para evitar problemas, Rodrigo afirma que só fecha o serviço de transporte de carga através de agenciadores. Apesar de se considerar um iniciante, Rodrigo sabe que existem poucas medidas de segurança a serem tomadas. “Dizem que dirigir durante a noite é perigoso, mas em muitos casos não existe outra alternativa. Mas, se tiver que escolher um local para descansar tem de ser com bastante movimento”.
Mas, segundo conta, a preferência mesmo são para os terminais de carga ou em estacionamento de postos de gasolina. Quando pára em um posto, prefere o restaurante local, que tem boa comida e a possibilidade de descansar; já em um terminal de cargas, é Rodrigo mesmo quem prepara a própria refeição. “Desse jeito, vou virar um grande cozinheiro!” Fazer amizades com os colegas também ajuda a tornar as viagens mais seguras. “Em minha primeira viagem mais longa fiz amizade com outros caminhoneiros, e é muito bom, porque você conhece gente do Brasil inteiro; e isso acaba virando uma grande corrente, o que nos dá a sensação de tranqüilidade, de ter uma família mesmo longe de casa.” Texto: Jorge Carvalho |