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Vida de Caminhoneiro - Fé em deus e pé na estrada

A primeira experiência de Valcir Bueno como caminhoneiro foi desanimadora, mas o desafio, a fé e a perseverança venceram e hoje tem orgulho de sua profissão

Há 11 anos na estrada o catarinense Valcir Bueno, já trabalhou como metalúrgico, mas o que gosta mesmo é de dirigir seu caminhão Mercedes-Benz, ano 91, pelas estradas do País. A saudade da família é muito grande, pois ele passa muito mais tempo no caminhão do que em casa. A única alternativa que resta é falar muito ao telefone com a esposa e os dois filhos. “Meu companheiro de viagem é o celular, acabo gastando muito com ligações, mas não tem outro jeito, família é um presente de Deus”.

Ele afirma que diante da atual situação de desemprego pela qual o país passa, as chances de conseguir um emprego ou ter uma profissão que pudesse proporcionar o mesmo conforto que a profissão de caminhoneiro oferece para sua família seriam mínimas. “Com o transporte de carga consigo ganhar mais do que se continuasse no antigo emprego como metalúrgico. É só por isso que consigo superar a saudade e a solidão”, afirma.

Com o lema de estrada “O que me tiram hoje, Deus me traz em dobro amanhã”, Valcir declara gostar muito do seu Mercedes-Benz, afinal é sua ferramenta de trabalho. Não pensa em trocá-lo por nenhum outro, pelo menos, por um bom tempo. “Ainda estou pagando as prestações do financiamento. Mesmo assim, meu caminhão nunca me deixou na mão em nenhum momento e estou satisfeito com a escolha que fiz, gosto da Mercedes”.

Ele recorda que sua primeira viagem de trabalho foi cheia de contratempos. Em 1996, foi contratado para levar uma carga de Lages, Santa Catarina, cidade onde mora, até Maceió, em Alagoas. O problema era o caminhão muito velho que seria usado para o serviço. Valcir , que não quis revelar a marca nem o ano, diz que perdeu as contas de quantas vezes teve de parar por problemas de funcionamento. “Se não era um pneu, era o motor, se não era o motor, era o radiador. Tive todos os tipos de entraves e contratempos que se pode imaginar. No fim das contas a viagem demorou muito mais do que o programado; chegando em Maceió, pelos menos com quase uma semana de atraso. Se fosse levar em conta a primeira experiência nunca seria caminheiro”.

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