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Vida de Caminhoneiro - MESTRE-CUCA

Cozinhar é uma das tarefas cotidianas de muitos.
Todo caminhoneiro aprende a se virar na estrada.
Não é só atenção no volante e na carga

Sérgio de Godoy Pires é caminhoneiro há 14 anos. Seu lema é “saber sair e saber voltar”. Ele se refere à importância dos cuidados que se deve ter durante o tempo que passa na estrada. “Todo cuidado é pouco. Não se deve dirigir muito cansado, com sono, há o perigo de dar um cochilo. Parar o caminhão em lugar ermo também não é certo. Além disso, preciso administrar muito bem o dinheiro utilizado para os custos da viagem porque tenho uma família que depende mim”, diz completando que, para não ter muito gasto, ele mesmo cozinha entre uma parada e outra. “Se eu comer em restaurante três vezes por dia, o dinheiro não vai render e não vai dar para o sustento da família”, conclui.

Enquanto concedeu a entrevista para o TranspoShop, Sérgio, estava parado no Terminal de Cargas da Rodovia Fernão Dias e aproveitou para preparar o seu almoço: arroz, feijão e frango ensopado; um verdadeiro Cheff, ou seja, ótimo cozinheiro, experimentei e garanto! A cozinha é improvisada no próprio caminhão, porém organizada, não falta utensílio algum para um bom prato!

Casado e pai de dois filhos, até suspira quando fala da saudade da família. Ao ouvir a pergunta sobre quanto tempo passa longe da esposa e dos filhos, responde ser mais fácil calcular quantos dias fica ao lado deles. “Já cheguei a passar quatro meses fora de casa. Volto, fico no máximo duas semanas em casa e caio na estrada outra vez. É uma saudade danada da família, mas a gente precisa trabalhar”, diz.

Sérgio nasceu em São Paulo, mas mora há 9 anos em Balneário Camboriú. Aqui na capital paulista foi, entre outras profissões, motorista de ônibus e metalúrgico, mas nunca conseguiu se realizar em nenhuma delas. “Só me encontrei profissionalmente quando resolvi me tornar caminhoneiro”. Ele jogou tudo para o alto e passou a dirigir pelas estradas do Brasil um caminhão Volvo ano 88 e afirma estar satisfeito com o veículo. “Se pudesse trocar de caminhão seria por um mais novo, mas da mesma marca, pois é confortável e econômico”.

Para não passar por apertos na estrada são necessários cuidados preventivos. Sendo assim, de seis em seis meses o veículo passa por uma revisão. Além disso, são necessários alguns itens para alguma eventualidade. Independentemente da necessidade trazer consigo itens obrigatórios por lei como: macaco, triângulo, estepe, chave de roda e extintor de incêndio. Segundo ele, ter pelo menos mais de um estepe é fundamental porque se furar um pneu traseiro ainda é possível tentar chegar a um borracheiro. Mas se for um pneu dianteiro, o caminhão ficará parado na estrada. “Dependendo do local onde acontecer o problema, ninguém irá parar para ajudar e o risco de um imprevisto desagradável é grande!”

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