|
|
|
|
Publicado em 30/07/2008 CARLOS & JADERMesmo com todas as dificuldades, os rapazes de Rio Branco foram fazer sucesso na terra que mais produz duplas sertanejas![]()
Fotos: Divulgação A trajetória de Carlos & Jader na vida pessoal e na música sertaneja é semelhante à de muitas outras duplas. Em comum com os artistas que escolheram este estilo musical está o fato de pertencerem a uma família humilde, terem perseverança, força de vontade e acreditarem no próprio talento. Os irmãos nasceram em Rio Branco, no Acre. Carlos é mais velho e Jader, um ano mais novo. A música está na vida deles desde a infância. Mas a dupla propriamente dita só foi formada oficialmente em 1992. Na época, as apresentações aconteciam na própria cidade. Mesmo adolescentes, apresentavam-se em bares e casas noturnas de Rio Branco. Hora de mudar![]()
Parecia que nada iria acontecer para mudar aquela situação até que, em 1998, Carlos, o primogênito e responsável pela família, resolve tentar a sorte em Porto Velho, Rondônia. “Com pouca idade eu já era responsável por minha mãe e irmãos. Infelizmente, em nossa cidade natal não dava para seguir carreira na música. Fui trabalhar como vendedor durante alguns meses, até que surgiu o convite para trabalhar como vocalista de uma banda. Vi ali a chance de voltar a trabalhar com a música; nem pensei muito e pedi demissão do emprego”, recorda Carlos. Um ano depois, Jader também mudou-se para Porto Velho e foi trabalhar na banda do irmão como assistente. Fazia de tudo. Até carregava as caixas se fosse necessário. “Quando surgia uma oportunidade, eu o chamava para fazermos uma moda de viola no palco. A platéia adorava”, lembra Carlos. Em 2002 aconteceu um festival de música sertaneja na região. Os rapazes tiveram a idéia de se inscrever como dupla. Não deu outra: ganharam o primeiro lugar e a dupla nunca mais se desfez. Estranhos no ninhoDizem que de médico e louco, todos nós temos um pouco. E, ainda em 2002, fizeram o que consideram uma loucura. Com a cara e a coragem e sem conhecer ninguém foram para Goiânia. “Pensamos primeiro em ir para São Paulo. Mas percebemos que todas as grandes duplas eram de Goiás. Então fomos para a capital da música sertaneja”, comenta Carlos. Eles se hospedaram em um hotel bem simples e com o dinheirinho contado viram que, mesmo ali, não poderiam ficar muito tempo. “Mas, como somos sortudos e com ajuda do destino, começamos a fazer amizades. Acabamos indo parar em um hotel de bacanas.” Bom seria se fosse na suíte presidencial. Mas os rapazes ficaram no porão do hotel, onde tinha um quarto. “Não pagávamos nada e pagávamos a metade do valor nas refeições. Ficamos ali por cerca de quatro meses.” Passaram a fazer apresentações em uns poucos barzinhos até que foram descobertos por um empresário que resolveu dar uma força. Gravaram um disco single com três músicas de autoria própria: “Que Amor é Esse”, “Ao Meu Lado é Seu Lugar” e um forró chamado “Brechó”. O sucesso imediado? Não. O disco não foi bem aceito. “Na música tudo tem um tempo certo, e ainda não era nossa hora. Mas guardamos essas músicas, que foram regravadas no trabalho seguinte.” As voltas que o mundo dáEm 2004 começaram a entrar de verdade no fechado circuito de bares e casas noturnas de Goiânia. “Não era todo mundo que conseguia. Fizemos um show num bar que agradou muito. Nos chamaram outras vezes e os shows começaram a aumentar. Montamos uma banda com estrutura pequena para cumprir a agenda.” Dois anos depois conheceram Claudemir Barbosa, que hoje é o empresário da dupla, e André Brandão, que juntos mudaram o rumo dessa história. “Eles já chegaram com a proposta de gravar um DVD durante um show em Goiânia para que pudéssemos mostrar a cara e tentar emplacar o nosso trabalho.” Pois deu tudo certo e os garotos de Rio Branco ficaram conhecidos no Brasil inteiro. A música “Cala a Boca e me Beija” estourou nas rádios da região e ganhou o País. Começaram a receber convites para programas de TV, rádio, entrevistas e ter uma agenda de shows lotada. ShowsCarlos explica que 80% das canções apresentadas são deles. O restante é de duplas famosas como Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, entre outros. “Gostamos de colocar músicas animadas em nossos shows para ninguém ficar parado.” Nos arranjos gostam de usar instrumentos como guitarra, baixo e bateria para misturar estilos como sertanejo, rock e country. “Mas também tocamos moda de viola bem típica”, avisa Carlos. Na estradaA média de shows varia entre 15 e 20 por mês. As turnês percorrem todo o País, principalmente o interior de São Paulo e de Minas, além de todo o Estado de Goiás. Para dar conta de tanto trabalho contam com uma equipe de 20 pessoas. As viagens são feitas a bordo de um ônibus próprio Mercedes OM 400 ano 2006. O veículo tem geladeira, ar-condicionado, TV, DVD, sofá, sala de jogos, mesas e camarim com guarda-roupa. “É a nossa casa. Podemos dormir e ter todo o conforto que precisamos.” A dupla também tem um caminhão Mercedes-Benz ano 2001 para transportar equipamentos de som e luz. De acordo com Carlos, o ônibus chama atenção por onde passa. “Quando fazemos uma parada o povo vem correndo pedir autógrafos e CDs. Saímos com cara inchada e roupa amarrotada de tanto dormir, mas os fãs entendem, ninguém ainda se assustou ou saiu correndo”, brinca. Ele diz que ambos gostam da estrada. Só o que preocupa são os acidentes. “Procuramos sair com uma folga grande entre os compromissos para não precisar correr na estrada.” ![]()
Agenda
Contato (62) 3941-3181 e (62) 8441-4001 Site www.carlosejader.com.br |
||||
|