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Dez expedicionários
L.C.Fanfa (colecionador e consultor do Museu da Ulbra), Cláudio Fanfa (colecionador e
publicitário), José Aurélio Afonso Filho (diretor da FIVA e presidente da Federação
Brasileira de Veículos Antigos), Dário Meirelles, Francisco Meirelles e João Fernandes
(colecionadores), Evandro Romero (diretor do Museu da Ulbra), José Augusto Moreira
(coordenador do Museu da Ulbra), Sérgio Massa (empresário e colecionador) e Nereu Leme
(jornalista e vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa Automotiva, a
Abiauto) partiram de Manaus numa caravana de antigos veículos Chevrolet, como
relatamos na matéria do dia 18 de agosto. São duas Chevrolet Brasil da década de 1960 e
uma Veraneio de 1980 que seguem.
A viagem os está levando a Detroit, EUA, onde farão a doação da Chevrolet Brasil ao
Heritage Center, museu da General Motors. Infelizmente, devido às péssimas condições
de nossas rodovias, uma outra Chevrolet Brasil sofreu acidente em Frutal/ MG quando ia
para Manaus na caçamba de um caminhão. Ela foi substituída pela Veraneio citada.
A caravana saiu de Manaus na quinta-feira dia 1o de setembro e teve que parar 120
quilômetros à frente, em Presidente Figueiredo, fronteira da reserva indígena.
Atravessar a reserva Uaimiri Atroari, entre as cidades Presidente Figueiredo (AM) e Boa
Vista (RO), foi o primeiro desafio da expedição que vai viajar 20 mil quilômetros. Esse
trecho de 130 quilômetros da BR 174, que liga Manaus a Boa Vista (RO), só pode ser
percorrido durante o dia. Nele, há uma porteira que se abre às seis horas da manhã e é
fechada às 18 horas, pois, à noite, existe o risco dos índios atacarem os viajantes.
Aliás, a recomendação geral é a de nunca parar no meio da reserva, mesmo com a
presença constante de policiais rodoviários na região.
Apenas na sexta-feira, dia 2 de setembro, os três carros da Old Way Expedition
atravessaram a reserva, durante o dia, com tempo suficiente para os carros antigos
vencerem os 130 quilômetros. A partir daí, os três carros rodaram mais de 500
quilômetros até chegar a Boa Vista. No sábado, 3, outros 220 quilômetros até Sierra
Paracaima, já na Venezuela e, em seguida, sem parar, outros 800 quilômetros até Santa
Helena.
 Já foi concluída a
primeira etapa da caravana Old Way Expedition pelas Américas. Depois de viajar exatamente
uma semana, desde Manaus, e atravessar a Venezuela e a Colômbia, os três carros antigos
chegaram à cidade de Barranquilla, porto de onde os carros serão transportados por navio
até o Panamá. Até agora, os três carros já percorreram 3.594 quilômetros sem quebrar
e sem furar pneu. Os Wrangler, os mesmos que venceram o Rally Internacional dos Sertões,
não apresentaram qualquer problema. Os únicos contratempos, até agora, foram: troca de
um dínamo na Chevrolet Brasil 1960 (na cor azul) e três panes secas (falta de gasolina)
na Chevrolet Brasil 1963. Na primeira vez, a gasolina foi roubada em Manaus, no
estacionamento. Na segunda, os carros rodaram além da previsão de abastecimento e, na
terceira vez, já na Venezuela, os policiais de exército que cuidam dos postos de
gasolina só permitiram colocar 70 litros de gasolina no tanque, que acabaram logo. Nas
três vezes, o Chevrolet 1963 foi rebocado pelos outros dois carros.
No Panamá, a expedição inicia a segunda etapa da viagem. Enquanto os carros seguem de
navio, os oito expedicionários que saíram de Manaus viajarão de avião. A segunda etapa
consistirá na travessia de toda a América Central, desde o Panamá, passando por Costa
Rica, Nicarágua, Guatemala, Honduras e El Salvador. Depois, México e Estados Unidos.
Em função do furacão Katrina, que atingiu o Golfo do México entre outras
localidades, New Orleans (por onde a expedição não mais passará) houve um
atraso de quatro dias na programação do navio. Os portos ficaram lotados e a saída dos
três Chevrolet atrasou quatro dias. Como o embarque e o transporte levam mais três, o
início da segunda etapa na América Central começará dia 15 de setembro. No Panamá, o
expedicionário Ricardo Antonio Amoedo Jacob se juntará ao grupo, seguindo na expedição
até o fim da viagem.
Pois é... segundo o relato de Nereu Leme, a barra pesa.
Texto: Arnaldo keller
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