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O Hansa na
propaganda da época |
Hansa foi uma fábrica
automobilística alemã fundada em 1905 na cidade de Varel, por Allmers e A. Sportkhrost.
O primeiro carro produzido pela Hansa Automobil Gesellschaft vendido com a marca HAG,
tinha motor monocilíndrico De Dion Bouton de 9cv, com transmissão de eixo carda. A esse
seguiram-se modelos maiores, com motores de 4 cilindros, que desenvolviam 16 e 18cv de
potência. Em 1910 a Hansa lançou um carrinho esportivo o modelo B ,
equipado com motor de quatro cilindros de 1,8 litros, que atingia 90km/h. No ano seguinte
foi apresentado o tipo E, automóvel de luxo, em duas versões (o 12/40 PS de 3,2 litros e
o 15/50 PS de 3,8 litros), ambas com motor de quatro cilindros de válvulas na cabeça e
câmbio de quatro marchas.
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Borgward
Isabella 190 coupê |
A Hansa produziu também nesse
período os modelos A 6/18 PS, C 8/24 PS e D 10/30 PS , com motor de quatro cilindros,
cabeçote em L, embreagem Hele-Shaw e câmbio de quatro marchas muito difundido na
Alemanha e no exterior. Com o modelo D 10/30 PS, a fábrica conquistou em 1914 a vitória
na Travessia Internacional dos Alpes. Ainda nesse ano fundiu-se com Lloyd Motoren Werke de
Bremen, formando a Hansa Lloyd AG e transferiu toda a produção para Bremen. Mas as
dificuldades impostas pela conjuntura econômica do fim da I Guerra Mundial exigiram uma
reestruturação empresarial, em decorrência os automóveis pequenos voltaram a ser
produzidos pela Hansa de Varel.
No período de 1921 a 1927, a fábrica lançou a série P 8/36 PS, de carros equipados com
motor de quatro cilindros, além de uma versão esportiva do mesmo modelo (45cv), que
ultrapassava 120km/h. Em 1928 substituiu-se esta série por dois novos modelos: um seis
cilindros de 3,5 litros (Hansa 13/60 PS) e um oito cilindros de 4,4 litros (Hansa 17/80
PS). Para ambos os modelos, adotaram-se motores Continetal e sistema de freios
hidráulicos Lockheed nas quatro rodas.
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Hansa 1700, ano
1938, conversível |
Em 1929 Carl F. W. Borgward adquiriu
a maioria das ações da Hansa (de Varel ) e da Hansa-Lloyd. Borgward era nessa época
proprietário da Goliath Werke & Tecklenborg, de Bremen, que, então, produzia
automóveis e pequenos caminhões de três rodas. Em 1932 as três industrias fundiram-se,
dando lugar a Hansa-Lloyd & Goliath Werke. Nessa ocasião, a Hansa fabricava dois
modelos convencionais de quatro cilindros: o Konsul (2,1 litros) e o Senator (3,3 litros).
Borgward introduziu o modelo Hansa 500, com motor traseiro de dois cilindros, de dois
tempos, refrigerado a ar, que desenvolvia 14 cv. O chassi do Hansa 500 tinha uma estrutura
central de elementos reforçados em caixas e semi-eixos oscilantes, tanto na parte
dianteira como na traseira. O Hansa 500 não foi aceito pelo mercado e logo suspendeu-se
sua produção.
Em 1934 lançaram-se o 1100 e o 1700: o primeiro com motor de quatro cilindros (1088cc de
28cv) e o segundo com motor de seis cilindros (1640cc de 40cv). O bom desempenho e as
linhas modernas de carroceria contribuíram para o êxito comercial desses modelos.
Em 1936 voltou-se a usar o motor americano Continental, dessa vez no modelo Matador (seis
cilindros de 2,6 litros e 50 cv), que se adotou também uma nova estrutura para o chassi:
suspensão traseira com semi-eixos oscilantes. Nesse mesmo ano, Borgward lançou o Privat
3500, com motor de seis cilindros, produzido em série limitada. O último Hansa
construído antes da II Guerra Mundial foi o 2000, um seis cilindros de 2 litros, que
desenvolvia 53cv.
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Hansa Pullman,
2400, ano 1958 |
Em 1949, Borgward lançou o 1500,
primeiro modelo Hansa do pós-guerra. Em 1952 foram apresentados o 1800 (também em
versão diesel) e o 2400, um seis cilindros com carroceria de estrutura portante e chassi
de suspensão elástica com guias corrediças, molas helicoidais e amortecedores
hidráulicos. A partir daquele ano, todos os modelos Hansa foram equipados com câmbio
automático Hansamatic.
As fábricas Goliath, que desde 1950 produziam automóveis econômicos e pequenos
caminhões, lançaram 1957 o 1100. A partir de 1958 esse modelo passou a denominar-se
Hansa 1100.
Dificuldades financeiras determinaram a falência do grupo Borgward na década de 60.
Texto: João A. Siciliano
MUSEU DO AUTOMÓVEL de São Paulo
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