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Versão Avantgarde
do Classe A 190
traz detalhes esportivos ao pequeno Mercedes |
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Interessada em ampliar sua participação no
mercado, a DaimlerChrysler colocou no mercado mais uma
opção para seu único automóvel produzido no Brasil, o Classe A. A versão Avantgarde
pretende ser a versão esportiva do Classe A e situa-se em uma posição
intermediária entre as versões, Classic e Elegance. Oferecido apenas com o ótimo motor
de 1.9 litro (1898 cm3) que despeja nas rodas dianteiras 125 cv (a 5500 rpm), as
diferenças entre as versões no entanto, são estéticas.
Externamente
a Avantgarde ganhou rodas com desenho exclusivo (calçando os mesmos pneus 195/55 R15),
ponteira de escapamento saliente cromada e lanternas traseiras com detalhes em
fumê. Na parte interna a Avantgarde ganhou painel de instrumentos com fundo
claro e iluminação na cor laranja, novos revestimentos de bancos, volante regulável em
altura, controlador e limitador de velocidade.
O controlador de velocidade é o cruise
control chamado pela Mercedes de Tempomat: permite que a um toque na alavanca (alavanca exclusiva para os dois
sistemas) estabeleça uma velocidade de cruzeiro e o carro segue assim até que se pise no
freio ou no acelerador. Já o limitador de velocidade (Speedtronic) é um sistema inédito
em veículos brasileiros. Estabelece-se uma velocidade limite e o carro simplesmente não
ultrapassa essa marca se o motorista acelerar suavemente. Mas se o motorista enfiar o pé
até o fundo, o sistema entende que é uma situação de emergência e desarma o
limitador.
SuperAuto avaliou um Classe A 190 Avantgarde
rodando com ele aproximadamente 1000 km na cidade e na estrada. O fato de ser o menor
carro nacional (o Ford Ka é cerca de 5 cm maior que o Classe A) faz com que esse
Mercedinho seja muito versátil no uso urbano. Cabe em qualquer vaga, além de
que sua posição alta privilegia a visão do trânsito. Mas o sistema de suspensão é
muito rígido, causando um certo desconforto ao se trafegar por pisos esburacados.
Mas
é essa rigidez na suspensão que torna o Classe A tão estável. Se o sistema fosse mais
macio, com certeza o comportamento dinâmico desse carrinho em curvas iria piorar
sensivelmente. Já na estrada o quatro cilindros de 1.9 litro mostra para que veio: aliado
a um bom câmbio macio e preciso, acelerar o Classe A é uma delícia: ele alcança os 100
km/h em 9,4 segundos e atinge a máxima de 190 km/h. Colabora na sensação de segurança
todos os sistemas eletrônicos que todos os Classe A trazem de série, como o ESP
(controle de estabilidade, uma central eletrônica aciona os freios das rodas dianteiras
e/ou traseiras, direitas ou esquerdas e reduz a transferência de potência do motor as
rodas de acordo com a situação), ASR (controle de tração), BAS (sistema que multiplica
a força aplicada ao pedal dos freios) e o já conhecido ABS (sistema antitrava-mento).
O preço da versão
Avantgarde é de R$ 40 981,00 e de série ainda traz direção hidráulica, duplo airbag,
faróis auxiliares de neblina, travamento automático das portas ao se colocar o veículo
em movimento, ar-condicionado, travas, vidros e espelhos retrovisores com comando
elétrico, sistema one-touch de fechamento/abertura de todos os vidros, rodas
de liga-leve e vidros verdes. Por ser um Mercedes, faz falta o temporizador para
abrir/fechar os vidros elétricos. Mesmo quando acionado o sistema one-touch,
os vidros param imediatamente ao se retirar a chave do contato enquanto até um Gol 1.0
16V (carro de categoria bem inferior) permite abrir e fechar os vidros até um minuto
depois de desligado. Mas o que conta mesmo é o silêncio, o conforto e as sensações ao
se dirigir: não há dúvidas que se está a bordo de um legítimo Mercedes.
Texto e Fotos: Marcelo Pizani
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