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CVT:novo
conceito em câmbio automático |
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Não faz muito tempo que tive a oportunidade de avaliar o Honda Fit com transmissão
manual. Lembro que fiquei impressionado com o tamanho do espaço interno em um carro tão
pequenininho... afinal ele mede apenas 3,83 m, 21 cm a menos que nossa pocket minivan
Meriva. No entanto a sensação de espaço no Fit é bem superior ao da Meriva e a grande
quantidade de porta-objetos auxilia muito nessa impressão.
Aproveitamento de espaço é inteligência. Os japoneses estão
quebrando o mercado norte-americano porque fazem carros menores, mais
econômicos e mais baratos que os americanos e ainda conseguem maior aproveitamento de
espaço interno. O maior mérito do Fit é utilizar bem o que possui. Os bancos traseiros
por exemplo, podem ser rebatidos como na maioria das minivans formando um longo salão
plano.O banco dianteiro do passageiro também reclina e pode virar uma cama. Desse modo
há espaço suficiente para transportar objetos longos como pranchas de surf ou
equipamentos para esqui.
PRAZER EM DIRIGIR
Dessa vez avaliamos o Fit com transmissão contínua variável, o CVT (Continuously
Variable Transmission).
Um dia todos os câmbios automáticos serão assim. O CVT é um modelo de câmbio de
variação contínua, com funcionamento de acordo com o regime de rotação do motor. No
lugar das tradicionais engrenagens, o CVT utiliza duas polias (uma, acoplada ao motor, e
outra, unida ao diferencial do veículo) ligadas a uma correia metálica que elimina as
mudanças de marchas e proporciona um funcionamento mais suave sem os trancos
das transmissões automáticas convencionais. É um ótimo sistema de câmbio que propicia
o conforto de uma caixa automática com desempenho e economia semelhante a de uma
transmissão manual. Em nossas medições de consumo, o Fit com CVT conseguiu obter a
ótima marca de 11 km/litro de gasolina na cidade, marcas de um carro 1.0 com transmissão
manual. Debaixo do capô há um bom motor de 1,4 litro, com apenas duas válvulas por
cilindro que desenvolve 80 cv a 5 700 rpm. Não é muita potência, mas a boa caixa de
câmbio faz com que se aproveite bem o torque do motor (de 11,8 kgfm a 2 800 rpm) fazendo
com que em qualquer rotação haja força suficiente para uma ultrapassagem. Isso torna o
Fit um carro bem gostoso de dirigir. A direção com assistência elétrica e não
hidráulica, evitando um maior consumo de combustível é leve e precisa que junto
ao sistema de câmbio, torna-se muito mais simples a tarefa de dirigir parece que
se está dirigindo um carrinho de brinquedo, mas brinquedo de gente grande, é bom avisar.
Ambas as versões de acabamento do Fit podem contar com a transmissão CVT. Um Fit LX com
CVT custa R$ 38 700 e a LXL custa R$ 41 215, sendo os novos carros automáticos mais
baratos do nosso mercado. Um Fit LX já vem de série com ar-condicionado, airbag para o
motorista, preparação para sistema de áudio, comando elétrico dos vidros, travas das
portas e espelhos retrovisores e pára-brisa degradê. A LXL acrescenta a esses
equipamentos rodas de liga-leve, airbag para o passageiro da frente, sistema
antitravamento de freios (ABS) e distribuição eletrônica de pressão (EBD). Apesar de
ser um ótimo carro, nem tudo é perfeito no Fit. Além de um motor mais forte, falta
alguns equipamentos de comodidade para deixá-lo mais sofisticado como o controle de som
no volante (disponível em um Clio 1.0, por exemplo), computador de bordo (disponível no
Novo Palio) e acionamento automático dos vidros quando se trava as portas à distância
o Fit não conta nem com temporizador para se levantar os vidros depois que se
desliga o carro, uma falha para um carro de quarenta mil reais. Mas quem dirigi-lo irá
ficar bastante satisfeito com o comportamento dele.
| Ficha Técnica |
Motor:
quatro cilindros em linha, 1.4 litro, duas válvulas por cilindro, injeção eletrônica
do tipo multiponto seqüencial.
Potência: 80 cv a 5 700 rpm
Torque máximo: 11,8 kgfm a 2 800 rpm
Transmissão:automática, 5 velocidades
0 100 km/h: 13 segundos
Velocidade máxima: 165 km/h
Preço inicial: R$ 32 968 |
CONFORTO
Espaço é o que não falta no Fit. Quatro
adultos viajam com conforto, um quinto um pouco mais apertado. Todos os comandos ficam bem
a mão do motorista e a oferta de porta-objetos é um conforto a mais. A coluna de
direção e o banco do motorista possuem regulagem de altura o que facilita achar a melhor
posição de pilotagem. Ruim o fato da Honda descartar o acendedor de cigarros e o
cinzeiro. O que não vai ter de fumante jogando suas bitucas pela janela... mas o mais
grave é a falta de temporizador para fechamento dos vidros quando se retira a chave do
contato. O câmbio CVT é um conforto a mais, mas na Europa o Fit conta com teclas de
mudanças de marcha no volante como no Audi A3.
NOTA: 6,5
EQUIPAMENTOS DE SÉRIE
Regulagem de altura do volante de
direção, regulagem de altura do banco do motorista, direção elétrica (não rouba
potência do motor), ar-condicionado, airbag para o motorista e passageiro (versão LXL)
CD player, comando elétrico dos vidros, travas das portas e espelhos retrovisores,
pára-brisa degradê, rodas de liga-leve, sistema antitravamento de freios (ABS) e
distribuição eletrônica de pressão (EBD).
NOTA: 7,0
DESIGN E ACABAMENTO
Possui um design moderno, mas sem muita
inspiração. Tanto que apesar de ser novidade, chama pouca atenção nas ruas. A máscara
negra nos faróis agrega um ar de esportividade no carro. O acabamento é bom, com
destaque para o bonito desenho da padronagem dos bancos. O quadro de instrumentos é um
pouco simples mas de fácil visualização.
NOTA: 6,0
PORTA-MALAS
Comporta 380 litros sem rebater os bancos.
Se reclinar os bancos traseiros esse espaço sobe para incríveis 1321 litros, mas
perde-se esse assento para os passageiros.
NOTA: 6,5
SEGURANÇA
Cintos de segurança de três pontos para
quatro passageiros, sendo os dianteiros com regulagem de altura, duplo airbag (versão
LXL), freios a disco apenas nas rodas dianteiras, sistemas de auxílio a frenagem ABS e
EBD, comando de travamento elétrico das portas, barras de proteção lateral e pneus
175/65R14.
NOTA: 6,5
ECONOMIA
A montadora não forneceu dados de consumo.
Com a transmissão automática CVT, SuperAuto obteve uma média de 10,5 km/litro na cidade
e de aproximadamente 16,0 km/litro na estrada. Ótimos números para um carro
automático...
NOTA: 8,0
PERFORMANCE
A Honda não fornece números de
desempenho, mas em nossa avaliação o Fit acelerou de 0 a 100 km/h em 13 segundos e a
velocidade máxima ficou em torno de 165 Km/h. Bom para um carro pequeno com transmissão
automática.
NOTA: 6,0
CONJUNTO MECÂNICO
Motor 1.4 transversal, quatro cilindros em
linha, 8 válvulas, comando no cabeçote e injeção eletrônica do tipo multiponto
seqüencial. A transmissão automática CVT é ótima, proporcionando conforto sem perda
de desempenho.
NOTA: 7,0
RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO
O Fit com transmissão CVT é o novo
nacional com transmissão automática mais barato do mercado. Custa a partir de R$ 38 700
(versão LX com CVT). A Renault Scénic 1.6 com transmissão automática custa a partir de
R$ 46 950 e a Chevrolet Zafira custa a partir de R$ 48 520 básica sendo que a
transmissão automática só pode ser adquirida junto a um pacote de opcionais que
acrescenta mais R$ 9 669 ao preço do carro. Cabe salientar no entanto que tanto a Scénic
como a Zafira são veículos maiores e com motorização mais potente. Mas um Mercedes
Classe A, modelo menor que o Fit mas mais equipadinho custa na sua versão
com transmissão automática R$ 52 665. Dos automóveis com transmissão automática mais
baratos, temos o Astra hatch (R$ 45 592) e o Toyota Corolla XLi (R$ 45 505). Ou seja,
além do Fit contar com uma transmissão automática mais moderna, é ainda o mais
barato...
NOTA: 8,5
DIA-A-DIA
A direção elétrica é levíssima em
manobras de estacionamento e endurece a medida que se ganha velocidade. No geral o Honda
Fit é econômico, bonito e bem espaçoso. O câmbio CVT é uma benção para quem pega
trânsito pesado todos os dias. Bem que a Honda poderia oferecer um motor mais potente
nesse carrinho. Aí brinquedo ficaria bem mais interessante...
NOTA: 6,5
Total de pontos: 68,5 pontos (de um total de 100)
Honda Fit LXL CVT |
| Categoria |
Pontos
(0 a 10) |
| Conforto |
6,5 |
| Equipamentos
de série |
7,0 |
| Design
e acabamento |
6,0 |
| Porta-malas |
6,5 |
| Segurança |
6,5 |
| Economia |
8,0 |
| Performance |
6,0 |
| Conjunto
Mecânico |
7,0 |
| Relação
custo-benefício |
8,5 |
| Dia-a-dia |
6,5 |
| Total |
68,5 |
Texto e fotos: Marcelo
Pizani |