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Publicado em 06/03/2008 Leis de trânsito para motociclistas: Solução ou problema?Caos no trânsito, transporte público caríssimo e medidas ineficientes fazem parte dos ingredientes da metrópole - Parte IPedro Mello ![]()
Apesar de já ter trabalhado junto ao Poder Governante por longa data, ainda me surpreendo com seus disparates na forma de administrar questões que muitas outras nações já resolveram há muito tempo com soluções até simplórias e que estão à disposição de nossos governantes para copiar e executar, sem receio de fracasso. É o caso do emprego da motocicleta em áreas urbanas, principalmente naqueles teatros com trânsito congestionado em todas as grandes cidades, quer seja de 1º ou 3º mundo. Enquanto alguns países, bem antes do caos se instalar, portanto de forma preventiva e muito menos custosa, incentivaram seu uso como solução, priorizando-a em relação a outros tipos de veículos através de estímulos fiscais e até vias exclusivas. Por aqui, apesar da situação descontrolada, nossos gênios no governo, motivados sabe-se lá porquê, ainda a tratam com preconceito, como se todos seus condutores se comportassem tipo “cachorro louco”, aquela minoria dentre os moto-boys que além de sujar a própria categoria, nos colocam, motociclistas antigos e civilizados, no mesmo caldeirão perante estas “otoridades”, incapazes de separar o joio do trigo e dirigir o foco com medidas repressivas, como manda a lei. Além disso, não possuem vontade política para assumí-la como a melhor solução pragmática devido a seu excelente custo X benefício em comparação com outras soluções “geniais” e superfaturadas para os cofres públicos. Assim aconteceu tanto nos países Europeus depois da 2ª Guerra Mundial, que elegeram estes veículos de duas rodas como transporte de massa, incrementando-os e estimulando seu uso através dos tempos para usuários de várias faixas etárias e sociais, desde estudantes de 14 anos até senhoras com mais de 80, de forma a preservar seus centros históricos, com malha viária incipiente, o que se verificou também em países asiáticos terceiro-mundistas de enorme densidade demográfica. Como se está careca de saber, o transporte público (trem, metrô e ônibus), em que tanto se investe nessas conhecidas “ Esperteza e CriatividadeGalera, é fácil demais notarmos a incompetência quando há interesses excusos por parte de nossos dirigentes. Basta notarmos com que facilidade impõem medidas para logo em seguida suspendê-las, como em nosso passado recente. Todo veículo teria de ter material de primeiros socorros, mesmo que não se soubesse aplicá-los, para em seguida dispensá-los. Mais recentemente: Por incrível que pareça, esta é nossa triste realidade. O escalão com poder decisório geralmente é composto por cupinchas dos governantes para atender prioritariamente interesses partidários e eletivos. E quanto as taxas obrigatórias: DPVAT e IPVA? Dá vergonha do nosso governo, por nós (é isso mesmo) constituído. Ao invés de isenção ou menor custo que dos veículos de quatro rodas, visando desestimular seu uso por trafegar, na maioria, com único ocupante e utilizando, no mínimo, 4 vezes mais espaço público, estes “superdotados” fazem ao contrário: Estou ácido demais? Acho que não, porque conheço bem os bastidores do governo e só não falo mais porque certamente seria responsabilizado judicialmente por ferir tão profundamente a “honradez” dos nossos políticos e dirigentes. O que me resta fazer é tentar vacinar nossos leitores com ética e vigilância para não se deixarem mais seduzir por palavras de ordem populistas e muito menos por “bolsas disto ou daquilo”, não criando assim parasitas da sociedade, mas que rendem muitos votos de ingênuos ou nem tanto, para reelegerem partidos e candidatos perpetuamente. Motociclistas! Uni-vos e escolham homens de bem para representá-los. Expurguem aquela minoria nefasta de nosso meio, que só faz dar motivo para esses pseudo-entendidos imporem regras absurdas em nome do bem-estar da comunidade, lembrando sempre que até o momento, em nossa história, o poder, seja lá qual for, só atraiu pessoas mal-intencionadas. Leia mais
14/02/2008 Publicado em 24/01/2008 |