P:\Sites\Manutencao\Classificados\editorial\editorial_template\editorial_informa
|
|
Despenca o preço da câmera digital |
|
|
O preço do sonho
de consumo para quem gosta de fotografia caiu 27%! |
O fechamento anual da indústria fotográfica nacional reservou surpresas. A
primeira delas foi a queda no preço das máquinas digitais. Há um ano uma câmera
digital, com 1,3 megapixel de definição custava, em média, R$ 1,1 mil. Hoje, é
possível adquirir modelos com a mesma definição por R$ 799,00. A segunda é que o
número de câmeras digitais ativas no país deu um salto de 110 mil em 2001 para 250 mil
unidades em 2002. Outra boa notícia foi o crescimento de 16% no número de câmeras (foco
fixo, compactas com zoom, digitais e uso único) vendidas no Brasil, que em 2001 foi de
2,07 milhões e no ano passado passou para 2,4 milhões.
O fato é que apesar de ainda caras, as câmeras digitais tornaram-se o sonho de consumo
de quem gosta de novidades. Compactas e com muitos recursos, elas aliam versatilidade à
vantagem de visualizar na hora o trabalho feito. Não é preciso ser um profissional
espe-cializado para operá-las. Qualquer deslize do fotógrafo pode ser corrigido. Além
disso, após transferir as imagens para o micro, com a ajuda de alguns programas, elas
podem sofrer retoques e ser impressas em papéis especiais em impressoras de alta
resolução.
O preço
ainda é alto para a maioria da população, mas o custo das câmeras digitais mais
simples vem caindo e isso deve incentivar a aquisição destes equipamentos, afirma
Edmundo Salgado, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Material
Fotográfico e Imagem (ABIMFI).
Em 2002, o faturamento global da indústria de fotografia no Brasil chegou a R$ 3,5
bilhões o mesmo atingido em 2001. Levando em consideração o cenário econômico do ano
passado, o resultado pode ser considerado positivo. Toda a conjuntura foi adversa,
com perda de poder aquisitivo da população, incertezas no rumo da economia brasileira
por causa das eleições e forte alta do dólar, fator que influencia demais o nosso
setor. Por isso tudo, podemos afirmar que o desempenho foi satisfatório, argumenta
Salgado.
Para este ano, o presidente da ABIMFI acredita em retomada de crescimento, com evolução
de 5% a 6% em relação a 2002. O dólar está baixando, os juros também devem
ceder nos próximos meses e a atividade econômica e o nível de emprego podem voltar a
subir.
Animada com esses números, a diretora de feiras da Alcântara Machado, Duda Mendonça,
promete grandes novidades para a PhotoImageBrasil2003. O evento, que acontecerá entre os
dias 19 e 22 de agosto no Centro de Exposição Imigrantes, em São Paulo, será palco
para apresentação de lançamentos, novidades e tendências do setor de fotografia.
A convergência tecnológica e telefonia digital serão as principais atrações do
evento, afirma Duda.
Duda acredita que a geração de negócios na feira deste ano poderá atingir a cifra de
R$ 85 milhões, contra os R$ 60 milhões de 2002. O fato de grandes corporações
terem ampliado significativamente suas áreas de exposição no evento tem razões
importantes: acreditarem e implementarem seus investimentos no mercado brasileiro,
apresentar maior número de produtos, soluções e lançamentos aos compradores.
Entre as marcas confirmadas estão: Kodak, Fuji, Noritsu, Sony, Agfa, Olympus,
Konica, Nikon, Yashica, Canon, Samsung.
Léia Alves