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O interessado deve
ganhar até no máximo
R$ 2 400,00, e os juros são de 6% e 8,16%, dependendo da renda |
Quem estiver interessado em comprar
um imóvel usado financiado pela Caixa Econômica Federal já pode contar com empréstimos
de até 70% do seu valor de avaliação total. A mudança ocorreu na linha Carta de
Crédito FGTS Individual e já está em vigor em todas as agências da Caixa,
segundo declarou o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Matoso.
O limite anterior para o financiamento era de 50% do valor do imóvel usado e a
expectativa para até o fim do ano é restabelecer o financiamento em 100%. O aumento no
limite ocorreu devido ao novo orçamento do fundo para habitação.
Vale dizer que a Carta de Crédito Individual FGTS é a principal linha de
financiamento de imóveis operada pela Caixa com recursos do fundo. Além de imóveis
usados, ela financia imóveis novos e em construção, lotes urbanizados, material de
construção e reforma ou ampliação de imóveis. No entanto, a elevação do limite
afeta apenas a linha destinada a compra de imóvel usado com valor de até R$ 72 mil.
O interessado em participar da linha de crédito deve ter renda mensal de no máximo R$
2,4 mil. Se a opção para amortizar o saldo devedor for pela Tabela Price, o percentual
máximo de comprometimento da renda é de 25%; já se a opção for pelo Sistema Sacre, o
comprometimento de renda é de 30%.
A cobrança dos juros também sofre variação de acordo com a renda do interessado, ou
seja, para quem tem renda mensal de até R$ 1 mil serão cobrados 6% ao ano, e para os que
possuem renda entre R$ 1 mil e R$ 2,4 mil os juros serão de 8,16%.
FGTS pode ser usado em prestações habitacionais em atraso.
Se você já é um mutuário da Caixa, fique atento: o Conselho Curador do FGTS aprovou a
utilização do saldo do Fundo de Garantia do trabalhador para pagar prestações da casa
própria em atraso. Antes, os trabalhadores só podiam usar seu FGTS para dar como entrada
na aquisição de um imóvel, quitar o saldo devedor, além de abater ou amortizar
prestações ainda por vencer.
A medida passa a valer após sua publicação no Diário Oficial da União e abrange os
encargos em atraso apurados em 31 de agosto de 2003 apenas de contratos do Sistema
Financeiro de Habitação SFH. Devem se beneficiar da nova regra cerca de 1,14
milhão de mutuários, dos quais 83% têm renda de até cinco salários mínimos.
Do total de contratos em atraso, 58% são de propriedade da EMGEA Empresa Gestora
de Ativos (que comprou os contratos da Caixa Econômica Federal), 11,27% estão nas
Cohabs, 2,48% permanecem na CAIXA e o restante (28,25%) está vinculado a outras
instituições financeiras.
Entenda as características do financiamento para imóveis usados:
Prazo: até 20 anos
Valor máximo do imóvel: R$ 72.000
Limite de financiamento: 70%
Limite de renda bruta familiar do mutuário: R$ 2.400
Juros: 6% ao ano (para famílias com renda até R$ 1.000) ou 8,16% ao ano
(para famílias com renda entre R$ 1.000 e R$ 2.400)
Sistemas da amortização: Sacre e Price
Fique de olho no melhor sistema:
Sacre
Sistema de amortização crescente, no qual as primeiras prestações são altas, ou seja,
mais puxadas. Dessa forma quita-se a maior parte da dívida e diminui os juros que incidem
sobre ela.
Price
Inicia com prestações baixas que vão aumentando com o tempo. As primeiras prestações
incidem sobre os juros e as últimas, sobre a dívida, que sofreu correção monetária
durante o financiamento.
Outras Modalidades de Financiamento
O valor do financiamento pela Carta de Crédito FGTS Individual varia para cada
modalidade, assim como o teto de renda das famílias que podem se candidatar a eles. O
financiamento máximo é de R$ 72 mil para imóveis novos e em construção e a renda
máxima permitida, também para esta linha, é de R$ 4.500,00.
Informações sobre as linhas da Caixa: 0800 574 0101
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