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Publicado em 25/10/2008 NEW HONDA FITTestamos a segunda geração do Honda Fit, um dos modelos mais vendidos entre os monovolumesfotos: Divulgação
O novo Honda Fit veio maior (mais 2 cm de largura e 7 cm de comprimento), com linhas mais modernas, mais espaçoso e com inovações em seus motores, ambos funcionando com gasolina e/ou álcool. O câmbio CVT, aquele câmbio automático sem marchas, tipo Mobylette, não mais o equipará. No seu lugar entrou um automático de 5 marchas, e isso foi bom, porque este responde mais rápido à aceleração; sai mais rápido ao abrir o semáforo e se mostrou mais eficiente. Além do mais, esse câmbio não agüentaria o maior torque produzido pelo novo motor. Segundo a Honda, agora ele está mais aerodinâmico, visando economia de combustível, porém, não divulgaram o Cx (coeficiente de penetração) do novo modelo. A visibilidade do novo, para todos os lados, incluindo aí a dos retrovisores, é muito boa. Na dianteira melhorou, principalmente porque a janelinha triangular que fica na coluna A – a que separa o pára-brisa da janela dianteira – está maior. A janela traseira também aumentou, ganhando 30% de visibilidade para trás. Ótimo espaço para todos os ocupantes, desde que não sejam mais que quatro. O banco traseiro não comporta três adultos com conforto, porém, dois vão muito bem, com espaço para as pernas e com o teto distante da cabeça. Boa dica é que podemos rebater para trás o assento do banco traseiro e com isso se abre bom espaço vertical para colocar objetos bem altos atrás dos bancos dianteiros (vasos de plantas, um potrinho ou um cachorro Dog Alemão). NA PRÁTICAO painel também é novo, com computador de bordo para todas as versões e o sistema de som tem CD, MP3 e entrada de USB. O volante agora é praticamente igual ao do Civic, muito bonito, de boa empunhadura e tamanho; funcional com os controles do som e do piloto automático nas hastes dos raios. Há três opções para os tecidos dos bancos: tecido, tecido luxo e couro. Há agora dois porta-luvas e dez porta-copos (é copo pracaramba). Agora tem air-bag duplo, motorista e passageiro, para todas as versões. A direção é assistida eletricamente e tem peso correto tanto em baixa velocidade quanto em alta. Bons freios. Nas versões com motor 1,5-L os traseiros são a disco, nos 1,4-L são a tambor, porém ambos freiam muito bem, apesar de, em freadas mais fortes, sentirmos a traseira leve. Os de tambor na traseira, nesse tipo de carro, com 62% do peso no eixo dianteiro, bastam. As bitolas foram alargadas em 3 cm. O entre-eixos aumentou em 5 cm, e foi com isso que ganharam espaço interno, principalmente para as pernas do passageiro de trás. Também, com esse aumento do entre-eixos, no caso do Fit que tem motor e tração dianteiros, obtêm-se melhor distribuição de peso; mesmo assim ele é pesadinho de frente. Bom seria se nas curvas ele se apoiasse equilibradamente nos pneus externos. Do jeito que é, ele se apóia demais no dianteiro e muito pouco no traseiro. Raríssimos são os carros com tração dianteira realmente equilibrado; dentre esses cito o Mini Cooper e o Alfa 156. Mesmo assim ele faz as curvas direitinho e rola para os lados até que pouco. É bem firminho e para andar sem maluquices por aí está bem bom. Boa estabilidade direcional. O TESTEEstá mais macio, bem mais macio que o modelo anterior, e o barulho do motor só nos incomoda quando em rotação alta, tal qual o antecessor. Nisso ele não melhorou muito. O motor 1,4-L agora tem 101 cv a 6.000 rpm e 13 mkgf de torque. Tem 4 válvulas por cilindro, duas de admissão e duas de escape, e o comando variável atua do seguinte modo: até 3.500 rpm, só uma das válvulas de admissão abre; portanto, o motor age como se tivesse 3 válvulas por cilindro, uma de admissão e duas de escape. À partir de 3.500 rpm o comando abre as duas de admissão, e o motor age como um de 4 válvulas por cilindro. Desse modo o carro tem bom torque em baixa e também vai buscar altas rotações. É um motor excelente que dispensa o 1,5-L de 16 v, que tem 116 cv a 6.000 rpm e 14,8 mkgf de torque. Na verdade, pouca diferença se nota entre um e outro, daí que, para que não joguem dinheiro fora, recomendo o 1,4-L. Creio que o sistema VTEC, variador do comando, do 1,4-L é melhor, pois o do 1,5-L só varia o tempo de abertura das duas válvulas de admissão. E outra coisa curiosa: a 5ª marcha do 1,4-L é mais longa que a do 1,5-L. Deveria ser o contrário, já que o 1,5-L é mais potente, mas notei isso e confirmei com os técnicos da Honda. A explicação deve estar na melhor curva de torque do 1,4-L. Daí que o 1,4-L mantém rotação mais baixa na estrada, o que gera mais conforto e economia. Resumindo, eu compraria o 1,4-L sem pestanejar. O câmbio mecânico é uma delícia de cambiar, podendo-se dizer que é perfeito. O automático normal também é ótimo. A troca de óleo é a cada 15 mil km e a garantia é de 3 anos. Os preços só serão divulgados durante o Salão do Automóvel. Abraço,Arnaldo, arnaldokeller@yahoo.com.br Compartilhe: |