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Publicado em 03/04/2008 Preparação fusca 1600 - Nivel 1![]() Dicas para uma preparação de um motorzinho sério que vai começar a humilhar muitos desavisadosO motor 1600, ao longo de sua história, saiu de fábrica com dois tipos diferentes de comando de válvulas. Até 1985 vinha com comando de 228º. A partir de 1986 passou a usar o de 234º. A potência, segundo a fábrica, variou de 58 cv a 4.400 rpm, para o de carburação simples, a 65 cv a 4.600 rpm, para o de carburação dupla. A dupla carburação original, dois Solex 32, dão conta de alimentar um motor 1600 com um comando de 276o e manter uma marcha lenta serena, que não embaralhe e com força em baixas rotações. Vamos então a uma preparação que aumente a potência para algo em torno de 85 cv e que mantenha a docilidade do motor, sem que tenhamos que trocar os carburadores. Note que já estamos chegando a uma relação peso/potência bem razoável, pois, com o Fusca pesando em torno de 800 kg, já estamos com uma relação de 9,5:1 e isso é bom. O combustível continua sendo a gasolina. A rotação máxima subirá ao redor de 1.400 rpm, passando das 4.600 para 6.000 rpm. A velocidade máxima deve subir dos 135 km/h para 150 km/h, reais. O resultado será um motorzinho já sério, que vai começar a humilhar muitos desavisados. Ao mesmo tempo é um motor dócil, de funcionamento suave e que já proporciona bons arranques e boa velocidade na estrada. Em suma, um Fusca gostoso, prazeroso. E aproveitando o espaço, vai aqui uma notícia dos bastidores: o Felipe Massa que se cuide. A chapa está esquentando pro lado dele. Depois dessas duas barbeiragens que fez nas duas primeiras corridas do ano, dizem que ele terá que vencer a próxima para evitar que a Ferrari comece a arrumar suas malas. Parece que as coisas estão caminhando do jeito que o macaco velho aqui predisse. Sem o controle de tração, quem é bom, aparece e quem é piloto de Playstation, se ferra. Como tenho simpatia pelo Massa, pois ele é um sujeito naturalmente simpático e não é metido a estrelinha, torço pra ele achar o caminho das pedras. E sem essa de patriotada boba. Quem realmente ama o automobilismo, torce para o melhor piloto, tenha ele nascido onde for. A gente quer mesmo é ver pilotadas geniais. Se o gênio é brasileiro, tanto melhor. O autódromo é como o gramado; são templos sem nacionalidade. Pelé e Ronaldinho são admirados e amados no mundo inteiro e ninguém quer saber se nasceram no Brasil ou na Conchinchina. Torçamos, então, pelo melhor. E esse melhor, agora, sem recursos que acobertavam os erros, vai aparecer. A Fórmula 1 está voltando a atrair. Receita
Abraço, Arnaldo Leia mais
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