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Publicado em 07/03/2002

Veneno - Chevette - um traseiro interessante


Segundo revistas especializadas, o traseiro, antes valorizado somente pelos pilotos homens, hoje, vai conquistando adeptos entre as mulheres. À medida que adquirem experiência, as mulheres vão aprendendo a tirar proveito dessa característica que nos proporcionam percorrer curvas de forma suave e harmoniosa.

veneno31a.gif (17068 bytes)Um bom traseiro somente se revela quando está em nossas mãos.
Aí sim, podemos sentir a diferença no menor esforço necessário para o contorno das curvas, não sendo, portanto necessária a ajuda externa. Você sozinho com seu próprio esforço controla a situação.A maciez da tocada de um traseiro merece ser experimentada por todos e, uma vez provada, jamais a abandonamos. Conclusão: um bom traseiro nos proporciona mais alegrias. PERAI! Não se deixe levar pela primeira impressão! Sou um cara sério e estou simplesmente discorrendo sobre as vantagens do carro traseiro, isto é, o carro que traciona pelas rodas de trás. Releia e note que foi você que maliciou. Não tenho nada com isso!

Quando digo que gosto de um traseiro (tá bom!, de ambos), não implica que desmereça totalmente os de tração dianteira. Eles economizam gasolina e espaço por dispensar o pesado eixo cardam mas, estamos falando de carros mexidos e vem daí minha simpatia por este traseiro, o Chevette.

veneno31b.gif (13959 bytes)Bom, mas para que este traseiro tenha a força que desejamos, vamos dar uma mexidinha no seu motor. Comecemos pelo mais fácil: peguemos os dotados originalmente com motor 1.6/S álcool. Estes já vêm com uma carburação dupla da Weber ou Solex 2-E, um comando um pouco mais forte que o antigo e com taxa mais alta (12/1), daí teremos menos trabalho e despesas.

Primeiramente faremos um polimento dos dutos de admissão e escape. Rebaixaremos o cabeçote para atingirmos taxa de 14/1 e, para finalizar, caso queiram um traseiro mais nervoso, o comando 280 cairá bem. Cumpre notar que, caso queiram um comando mais forte que o mencionado, será necessária a troca da carburação por outra maior. Chegaremos lá...

Aliviar o volante em 400 gramas dará uma subida de giro mais rápida e, vale lembrar que, para andar na rua o alívio de volante não deve ultrapassar 20% do peso total deste.
Resultado: um aumento da ordem de 40% na potência, passando dos 60 cv originais, para algo em torno dos 80, 90 cavalos. Nada mal, assim você terá em suas mãos um traseiro quente, ao invés daquele “sem graça’’ anterior.

veneno31c.gif (18248 bytes)E agora? Você é daqueles que se amarram num traseiro mais apimentado? Meu amigo Éber providenciou uma receitinha jóia: arromba-se a camisa e mete-se um pistão de Monza 1.8. Este pistão tem 85 mm de diâmetro contra os 82 mm do Chevette, o que proporciona um aumento da cilindrada para 1720 cc. E, já que a coisa está esquentando, trocaremos o comando por um de 300º. Daí, para equilibrar este traseiro, seremos obrigados a aparelha-lo com uma carburação que permita maior passagem de ar (ar!), isso para compensar a maior demanda de mistura causada pelo comando bravo. Uma Weber 446 será suficiente. Usadas em ótimo estado não ultrapassam os R$ 250,00 (já vi anúncios nos classificados do SuperAuto). Caso encontre uma Weber 44, vale a pena utilizá-la, é mais cara, porém mais eficiente.
Nesse caso, a embreagem da Chevy 500 substituirá a sua quando esta começar a patinar devido aos 120 cavalos que este traseiro estará carregando. A Chevy, por ser caminhonete de carga, tem embreagem mais resistente e, até aqui, suficiente.

Tenho certeza que me faltam alguns parafusos nos miolos, porém, afirmo que o Éber tem um a menos que eu, daí, ele recomenda trocar a coroa e pinhão do diferencial pela do Chevette automático para ter uma final mais longa. Eu, por mim, sei lá, você decide.

Agora, só me resta lamentar que o Chevette tenha sido o último traseiro feito por mãos brasileiras e, desejar que algum dia tenhamos novos traseiros no mercado. E vê se para de pensar bobagem !
Um abração... Arnaldo.

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Por Arnaldo Keller - Consultoria técnica: Fábio Grecco


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