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BOX dos doidos Terei muito prazer em receber os amigos Como disse na semana passada, nos dois primeiros fins de semana de junho, dias 2, 3 e 9,10, estarei em Interlagos cuidando de um box no evento Quatro Rodas Experience. Box de carros que a gente gosta, ou seja, os realmente esportivos. Ferrari Dino, Corvette Sting Ray, Porsche Carrera RS, BMW 3.0 CSi que foi do Emerson, as réplicas de Cobra, Jaguar XK120, Lotus Seven, Alpine, Porsche Speedster, Porsche 550 Spyder, além de um Hot Rod T-Bucket e um Spyder PW1 de corrida. Todos eles irão à pista pra uma corridinha maneira ao redor de 12:30 hs, nesses dias. Espero-os lá. De novidade mesmo no mercado, teremos estas duas novas réplicas que passo a descrever. Serão lançadas nesse evento. Visitem-nos. Terei muito prazer em receber os amigos leitores, e vou deixar xeretar tudo. Deixa comigo.
LOTUS SEVEN – RÉPLICA Esta réplica do Lotus Seven, apesar da aparência de carro antigo, é um projeto moderno. Seu projetista, Eduardo Polati, é um conhecido engenheiro com especialidade em combustíveis e colaborador da revista Quatro Rodas. Ele, após trabalhar por três anos na Shell inglesa com a responsabilidade de produzir a gasolina da Ferrari Fórmula 1, adquiriu uma paixão doentia pelos pequenos e rapidíssimos esportivos britânicos. Seu único remédio foi tornar realidade a produção de seu próprio Lotus Seven, projetando-o baseado na mais moderna engenharia computacional, como não poderia deixar de ser. Suspensão independente nas quatro rodas (com múltiplas possibilidades de regulagem), freios a disco nas quatro, perfeita distribuição de peso, centro de gravidade baixo. Carroceria em alumínio. Levíssimo: 560 kg. Essa é a fórmula de um carro rápido em curvas. Motor Ford Rocam 1600, preparado para produzir 150 cv. Essa potência, em vista do peso do Seven, lhe dá um desempenho fantástico. Parte de sua produção se destina às ruas e parte às pistas. Poucas diferenças são necessárias; na verdade, é só regular a suspensão, baixando-a, antes de entrar no “ringue” para a briga. A famosa fábrica inglesa Lotus nasceu no início dos anos 1950, quando Colin Chapamann, após servir na Royal Air Force, deixou a farda. Seus conhecimentos de aeronáutica foram direcionados aos carros de corrida que veio a produzir. O lema era a boa aerodinâmica aliada ao mínimo de peso. Tirar peso de um carro era com ele mesmo, uma obsessão, a ponto dos pilotos temerem pilotar os carros de Chapmann, pois quebras de suspensão eram costumeiras, de tão finas eram as barras da suspensão. Em 1956 ele lançou um carro ao qual a marca deve muito: o Lotus Seven, projetado por Chapmann e Frank Costin, um engenheiro aeronáutico. O Sevem logo de cara começou a ganhar inúmeras corridas na Inglaterra. As vendas da fábrica cresceram e isso trouxe dinheiro para sonhos mais altos; sonhos esses que se tornaram realidade, levando-o à Fórmula 1. Na categoria, passou a ser chamado de “Mago”, devido à sua genialidade. Lotus é o nome de uma flor, e apelido da esposa de Colin. LOTUS SEVEN – RÉPLICA
ALPINE BERLINETA – RÉPLICA Quem melhor para recriar um esportivo que um dos que pilotaram o original? Pois esta berlineta Alpine, modelo que foi produzido no Brasil pela Willys com o nome de Interlagos, está sendo recriada pelo Chico Lameirão, um dos monstros sagrados do automobilismo brasileiro. Segue fielmente as linhas da berlineta Interlagos, tem carroceria em plástico reforçado com fibra de vidro e suspensão e freios mais modernos. Caixa de câmbio transaxle da linha VW Gol e o motor ainda a ser definido, dependendo de entendimentos com os fabricantes. Por ora, usa o motor do Ford CHT – já que este deriva do mesmo motor Renault que equipava os Interlagos – 4 cilindros, 1600 cmÅ, preparado para atingir 120 cv. Os Interlagos originais tinham de 845 a 998 cmÅ, que produziam de 55 a 70 cv, e mesmo com essa pouca potência, devido à ótima aerodinâmica atingiam mais de 160 km/h reais, então, imagine o mesmo carro com mais de 120 cv? Esperamos que neste evento os fabricantes se sensibilizem e apóiem a empreitada, já que ela traz um marketing saudável à marca. O caminho natural seria um Renault 1.6. Se assim for, o Chico certamente o fará produzir 150 cv, pois o motor resiste a isso, o que tornaria esta leve berlineta num foguete. O francês Jean Rédélé, filho de um concessionário da Renault em Dieppe, era um piloto amador que participava de provas não muito importantes. Sonhava em produzir seu próprio carro de corrida, baseado na mecânica Renault, e com ele participar da famosa Mille Miglia italiana. Assim o fez e logo na sua primeira participação em 1952 conquistou a vitória na sua categoria. Em conseqüência os pedidos chegaram, e aos montes, daí então passou a fabricá-los. O sucesso de seus carros se manteve, sempre com inovações e sempre com belas linhas. Em 1961, a Willys, que fabricava o Renault Dauphine no Brasil – numa época em que os esportivos eram valorizados pelas fábricas como boa estratégia de marketing – resolveu trazer o Alpine francês, já que ele usava a mesma mecânica do Dauphine. Faltava o nome a ser dado, e este veio então do jornalista Walter Salles, colunista da Quatro Rodas, piloto, colecionador e entusiasta: “Interlagos”, em homenagem a este glorioso autódromo. ALPINE BERLINETA – RÉPLICA
LOTUS SEVEN: eduardo@powerburst.com.br (11) – 4704.5393 e 8556.8429
Arnaldo Keller |